
Autor: Timothy Radcliffe | Edição: Paulinas | 144 páginas
Timothy Radcliffe é um autor já conhecido entre nós através das suas obras publicadas pela Paulinas editora, como é o caso de Ser Cristão para quê? ou Ir à Igreja porquê?. Dominicano inglês e Mestre-geral da sua Ordem entre 1992 e 2001, Radcliffe apresenta-nos uma reflexão original, incisiva e traçada de humor sobre as dimensões fundamentais da experiência cristã.
A sua formação e ministério em Oxford permite-lhe estabelecer pontos de contacto com as artes, a literatura e a cultura (sobretudo anglo-saxónica); ao mesmo tempo, a experiência como Mestre-geral enriquece a sua reflexão com inúmeros testemunhos e histórias de cristãos e dominicanos por todo o mundo, sobretudo em cenários de dificuldade e perigo. De tudo isto brota uma escrita verdadeiramente literária, unindo a formação cristã ao prazer da leitura!
Em Na margem do mistério, encontramos oito reflexões, divididas em duas partes. Na primeira, Procurar a esperança na angústia, têm lugar temas como a esperança e a reconciliação em contextos de violência, o sofrimento, a misericórdia e a vida consagrada. Na segunda parte, com o título Encontrar a alegria na confusão, são-nos apresentadas pistas de aproximação à vida cristã, no contexto do corpo, da alegria, da música e dos jovens.
A unir estas reflexões está a sua aceitação das incertezas, pluralidades e desafios que atravessam a nossa sociedade ocidental: é nessas encruzilhadas e caminhos que a experiência cristã redescobre o que lhe é essencial.
«No seu melhor, quando oferecem resistência às seduções das verdades simplicistas, as religiões remetem-nos para as grandes interrogações da existência humana. A nossa cultura apressada e inquieta, porém, com o seu brevíssimo arco de atenção e o seu frenético afã, corre o risco de o esquecer. Quando a religião está no seu melhor e se esquece de tentar ser relevante, o seu maior contributo para a nossa sociedade é remeter-nos de novo para essas perguntas fundamentais, mesmo que as nossas respostas só cheguem a aflorar a borda do mistério».
(Mensageiro de Santo António, Março 2017)
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