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A Arte da Vida

Arte da Vida

A Arte da Vida

Autor: Marko Ivan Rupnik sj
Ed. Apostolado da Oração | 216 páginas

Marko I. Rupnik, jesuíta esloveno, ficou conhecido entre nós pela autoria do mosaico da Basílica da Santíssima Trindade, em Fátima. O seu percurso pastoral tem sido dedicado à descoberta e aprofundamento da tradição cristã do Oriente, cujo rico património espiritual tem origem nos primeiros séculos da Igreja. Nesta obra, “A Arte da Vida”, vemos como esta sabedoria pode edificar o nosso dia-a-dia, do comer ao vestir, da imaginação à conversão, da educação à habitação.

Todo o livro se desenrola num diálogo entre um monge, Boguljub, e uma neurocirurgiã, Natália. Entre os dois nasce a busca de uma sabedoria para ser cristão hoje, numa sociedade ocidental marcada pela competição, o stress e a necessidade de encontrar um sentido espiritual. Tal sabedoria não se limita a conhecimentos teóricos sobre a fé (catecismo), nem em atingir determinados valores através da força de vontade; a sabedoria cristã é uma abertura à Graça de Deus, ao seu Espírito, que nos configura como pessoas, e que transforma progressivamente as nossas vidas segundo o sentido da Páscoa: da morte à vida.

Um dos grandes desafios que se coloca à Igreja hoje é o de superar o moralismo, o discurso vazio dos valores e das normas, sem o alento vital alimentado na oração e na comunhão; os cristãos necessitam de um caminho mistagógico de descoberta dos mistérios da fé e da história da Salvação. Neste livro encontramos uma proposta para re-descobrir o sentido profundo da presença do Espírito na nossa vida quotidiana.

«O crente não persegue ideais mas torna-se manifestação de Deus, do seu amor pascal na sua humanidade, através da sua humanidade. A fé faz da nossa humanidade uma teofania. O Filho de Deus tinge-se das nossas cores. O crente não procura na sua vida espiritual ou moral a perfeição (…) Ver dentro das coisas, dentro da história e descobrir uma outra história, descobrir um olhar com o qual nos sentimos unidos, esta é a via real da fé que é a via do símbolo. Não separar os dois mundos, não indicar uma outra realidade, mas encontrar dentro daquilo que se vive e que está à nossa volta a abertura ao Reino».

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