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Mapas de Fé

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Mapas de Fé

Michael P. Gallagher sj | Ed. Frente e Verso 2015 | 238 páginas

O autor, jesuíta irlandês, dedicou a sua vida à aproximação entre a teologia e a literatura, entre a experiência de fé e os modos de como se expressa a nossa cultura. Neste livro são apresentados dez testemunhos de autores (‘exploradores religiosos’) que marcaram, desde o século XIX e ao longo do século XX, a forma como se vive a fé cristã no encontro entre espiritualidade e inteligência, transpondo as intuições fundamentais destes autores para o nosso contexto.

“John Henry Newman: o Eu peregrino”, “Maurice Blondel: o teatro do desejo”, “Karl Rahner: o magnetismo do mistério”, “Hans Urs von Balthasar: o drama da beleza”, “Bernard Lonergan: orientação para o dom”, “Flannery O’Connor: tomar de assalto a imaginação”, “Dorothee Soelle: fé místico-ativista”, “Charles Taylor: as pressões da modernidade”, “Pierangelo Sequeri: horizontes de confiança” e “Joseph Ratzinger: Deus com rosto humano”.

A pergunta central do livro é: faz sentido, hoje, viver um caminho de fé cristã? Entre os dez autores estudados no livro, encontramos desde uma abordagem mais intelectual a outras mais pastorais. Entre todos surge a preocupação por superar uma experiência de fé limitada à repetição de um catecismo ou das fórmulas que recebemos durante a infância.

Já não vivemos numa sociedade onde a presença cristã seja normal e comum. Surge a necessidade de aprofundar e reflectir sobre o que significa ser cristão, dando espaço às perguntas e dialogando com a cultura, a literatura, a arte, sem esquecer os próprios movimentos que, dentro de nós (a nossa inteligência, os nossos afectos, as nossas relações) determinam a nossa relação com Deus.

 “Espero oferecer a outros os frutos da minha reflexão sobre a fé, uma aventura pessoal que durou meio século. Mais especificamente, quero colher da sabedoria de dez grandes escritores, e deixar que a sua sabedoria chegue a pessoas que não podem dedicar tanto tempo à leitura. O objetivo é captar o que estes ‘grandes nomes’ dizem na linguagem de hoje e de um modo não académico.”

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