Foi em número de, vá lá, mais de muitos, os livros que recebemos da Campo das Letras – porque ainda que uma editora entre em falência não significa que os livros desapareçam. Anselmo Borges, Eugénio de Andrade, Jacques Gaillot, Pablo Neruda, Nuno Higino, Mário de Oliveira etc… Deixo aqui alguns dos livros que recebemos.
Anselmo Borges (ccord.), «Deus no Século XXI e o Futuro do Cristianismo», Porto 2007, 446 págs. PVP: 21,50 eurosPublicação das conferências proferidas no Colóquio com o mesmo nome, realizado em Valadares em 2005. Textos de Adriano Moreira, Alexandre C. Caldas, Andrés T. Queiruga, Bento Domingues, Daniel Serrão, Edward Schillebeeckx, Enrique Dussel, Fernando Regateiro, João M. André, Joaquim Fernandes, Johann B. Metz, José M. Mardones, Juan M. Velasco, Juan M. Clavel, Manuel Pinto, Rui Coelho, Teresa M. Toldy e, claro Anselmo Borges.
Eugénio de Andrade, «Poesias Escolhidas de Fernando Pessoa», 7ª edição, Porto 2006, 254 págs. PVP: 14,90 euros«Já noutra ocasião contei como em verdes anos, após o deslumbramento da ‘Ode Marítima’, passei tardes e tardes na Biblioteca Nacional a copiar para caderninhos escolares os poemas de Fernando Pessoa, publicados em revistas já então muito raras. Estávamos em 1939, se não estou em erro, e o encontro com a poesia deste homem foi tão fundo que são ainda hoje aqueles versos seus os que mais amo (…) Aqui estão pois os poemas de Fernando Pessoa que prefiro – vêm quase todos dos cadernos referidos e dos quatro volumes da Ática, além da Mensagem, naturalmente, livro pouco amado naquela época».
Eduardo Prado Coelho, «Situações de Infinito», Porto 2004, 228 págs. PVP: 12,90 euros«Os textos deste volume pertencem a colóquios, publicações em revista, conferências, intervenções em congressos e, como é quase inevitável, a breves ensaios de crítica e apresentação de problemas publicados no jornal Público. Pertencem à area do que se pode designar como ‘teoria’ – nem propriamente filosofia, nem estética, nem política, mas uma certa tentativa de compreensão do mundo contemporâneo através do trabalho dos filósofos, dos poetas, dos artistas, dos críticos, dos ensaístas. Todos eles criam situações de infinito, tal como tenho vindo a vivê-las e a caracterizá-las.»
Anselmo Borges, «Religião, Opressão ou Libertação?», Porto 2004, 227 págs. PVP: 14,50 euros.«Procurou-se suprimir a ideia de Deus e as religiões porque eram, embora a título diferente, fontes de obscurantismo, de alienação e de opressão. Muitos cristãos souberam e sabem reconhecer a verdade histórica de muitas dessas acusações, mas sabem também que já estavam condenadas no Novo Testamento. E, por isso, nunca poderão ser justificadas em nome dos que consideram de mais fundamental na sua fé. Jesus Cristo não foi só um homem livre. Jogou tudo pela liberdade de todos.» (Por Bento Domingues, no Prefácio).
Anselmo Borges, «Janela do (In)visível», Porto 2001, 221 págs. PVP: 14,90 eurosLivro surgido a partir da participação do autor no programa da TSF ‘Como se visse o invisível’, reúne um conjunto de pequenos textos reunidos em 4 eixos: «Crentes e Ateus: a Pergunta», «Ética: Liberdade na Dignidade», «Tempo, Morte, Esperança» e «Corpo e Transcendência». «A atitude sem critério – tão frequente na nossa sociedade – de que tudo é natural é posta em causa pela grandeza da transcendência que o ser humano é capaz de experimentar e assim viver o tempo como eternidade, vencer a morte, deixar que a esperança – que está para além da expectativa e do desejo – tudo venha a iluminar» (do prefácio por Maria de Lourdes Pintasilgo).
Jacques Gaillot, «Os Gritos do Coro: Nem Silêncio nem Demissão», Porto 1995, 261 págs. PVP: 12,00 eurosUm conjunto de testemunhos, reunidos por E. Coquart e P. Huet, sobre o processo que levou à saída do bispo Jacques Gaillot da diocese de Evreux e reunidos neste livro. «Comovedoras pelo seu conteúdo de verdade ou terríveis, pela cólera que exprimem, dolorosas ou salpicadas de humor – ‘João XXIII, levanta-te porque eles enlouqueceram’ – estas cartas foram escolhidas e reunidas por E. Coquart e P. Huet. O bispo de Évreux apresenta-as, responde-lhes e testemunha a dificuldade que sente em conduzir sozinho, no meio de uma hierarquia em parte hostil a essas posições, a palavra daqueles que, na Igreja, não têm voz.»
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