Fundamentos

Não se vê muito por aí

G. K. Chesterton, «S. Tomás d’Aquino», ed. Civilização, Lisboa 2009, 200 págs. PVP: 15,90 euros

«Este livro mais não pretende ser do que um esboço em tom popular de uma grande personagem histórica que devia ser mais popular. O seu objectivo será alcançado, se levar todos aqueles que mal ouviram falar de São Tomás de Aquino (1224/5-1274) a lerem acerca dele em livros melhores do que este. Todavia, desta limitação necessária resultam certas consequências e talves fosse bom tê-las em consideração logo desde o início (…)

Resultará que numa apresentação simplificada ao jeito desta, para lá de se mostrar que tinha uma filosofia, não há grande oportunidade para dizer muito mais sobre São Tomás enquanto filósofo. Poderíamos até dizer que me limitei a dar algumas amostras dessa sua filosofia. Por último, conclui-se ainda que é praticamente impossível tratar os aspectos teológicos de modo adequado. Uma senhora minha conhecida arranjou um livro de excertos comentados de São Tomás e, cheia de esperança, começou a ler um capítulo com este inocente título: “A simplicidade de Deus”. Tinha passado pouco tempo, quando pousou o livro com um suspiro, dizendo: “Bem, se a Sua simplicidade é assim, então pergunto-me como é que não será a Sua complexidade?”

No texto, adoptei o ponto de vista de que a biografia é uma introdução à filosofia e de que a filosofia é uma introdução à teologia e ainda de que não posso conduzir o leitor muito além da primeira fase da história».

G. K. Chesterton (1874-1936), autor literário inglês e convertido ao catolicismo, entre outros livros escreveu «Os melhores contos do padre Brown», «Ortodoxia» e «O Homem Eterno»

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@wpshower

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