Algumas reflexões e excertos para este Tempo Pascal, o Tempo Maior do Ano Cristão – porque as grandes festas não se esgotam num dia, há que as ir celebrando…
No Mistério Pascal (Mistério da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus, e a nossa vida nesse Mistério), somos levados a uma necessidade de apelar mais à linguagem simbólica e dramática do que à linguagem racional e discursiva – embora esta seja também necessária; caso contrário, este texto não existiria. E o simbólico nada tem de contrário à Verdade – não a esgota… Ler Mais
Porque tudo entra neste Tríduo Pascal, neste Drama que se desenrola, o Drama de um Homem, o Drama da Humanidade: desde a Comunhão (ou a procura dela), encontrada mas ainda não realizada, marcada pela presença mas também pela traição, pela procura e pela incompreensão, pela entrega de Amor e pela fuga na sobrevivência, pela memória que leva que conduz ao futuro e pelo medo do presente – Quinta-Feira, ou a Ceia do Senhor… Ler Mais
«Uma lição de moral e um exemplo? Jesus quer incutir nos outros a ideia de que o maior é o servo dos outros. É por demais evidente que esta imagem do Mestre ajoelhado diante de cada um deles é uma imagem que ficará gravada nos seus espíritos, muito mais do que os conceitos. E não perderemos certamente o nosso tempo se meditarmos nela. Guardini, porém, tem certamente razão ao acrescentar: ‘Mas esta interpretação é demasiado prática para ser verdadeira. Tem qualquer coisa de demasiado moral’»… Ler Mais
«Abre os nossos olhos, Deus/aos sofrimentos dos que ao nosso lado sofrem/tu que percorreste a distância que vai/do que se faz no tempo/ao juizo último/e passaste dos sofrimentos visíveis/à glória pela cruz/cordeiro inocente em quem todas as vítimas/do mundo se reconhecem/que percorrendo os caminhos obscuros/dos que connosco passam,/te reconheçamos, Deus, que conheces o dia/e a hora das nossas acções e dos nossos desejos/acolha-nos a água da tua misericórdia/Deus do homem para todos os homens,/Deus no Espírito do estremecimento e da alegria.» José Augusto Mourão, in «O Nome e a Forma» Lisboa 2009, pág. 58.

«Numa manhã de Fevereiro de 1940, finalmente compreendi aquilo de que já tinha a certeza. Lendo Gl 4,1-6, tomei consciência (…) a Redenção é o mistério pessoal de Jesus, o seu drama de homem-Filho de Deus que, nascido na solidariedade com a humanidade pecadora, entrou, por sua morte, na plenitude da filiação. Jesus não somente mereceu a Salvação para os homens, pagando o preço dos seus sofrimentos: por sua morte e ressurreição, tornou-se a Salvação do mundo, no qual os homens são convidados a entrar»… Ler Mais
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