Fundamentos

Luis G. Carvajal, Os Cristãos num Estado Laico

Cristãos num Estado laico

Os Cristãos num Estado Laico

Luis González-Carvajal Santabárbara, Gráfica de Coimbra 2010

«Reflectiremos no primeiro capítulo sobre a natureza de um Estado laico, procederemos à sua avaliação ética e veremos como é que nós, crentes, havemos de nele nos situar. A maior parte das tensões entre o Estado e a Igreja surgem por causa de diversas leis promulgadas pelo Parlamento. Por isso, no segundo capítulo, reflectiremos sobre este tema. Obviamente, não podemos esperar que a legislação de um Estado laico se inspire no Catecismo da Igreja Católica, mas deveria respeitar algum código ético? No caso de a resposta ser afirmativa, qual? Como podemos nós, crentes, contribuir para uma tal tarefa?

O mal é que pouco crentes parecem dispostos a contribuir. Citando Ramón Pérez de Ayala, diria que nos comportamos como o público nas touradas: Assistimos ao que se passa; algumas vezes aplaudimos, embora de um modo geral, critiquemos; e nunca mexemos um dedo para melhorar o que criticamos. Por isso, nem sequer nos passa pela cabeça atirar-nos à arena, o que seria lógico numa sociedade democrática.

É urgente que ecoe novamente com veemência aquele famoso apelo de Pio XII na rádiomensagem natalícia de 1942: ‘Acção e não lamentos: tal é o lema da hora presente’. Por isso, no terceiro capítulo reflectiremos sobre a presença pública dos cristãos em áreas como a cultura, os meios de comunicação social, a acção social, o sindicalismo e a política.

Um tema polémico, ao qual dedicarei o quarto capítulo, é se convirá misturar-nos com todos ou se seria preferível promover obras de inspiração cristã para estarmos presentes na sociedade. É caso para perguntar, inclusivamente, se seria talvez conveniente promover um compromisso conjunto dos cristãos segundo o ditado de que a união faz a força. Obviamente, do ponto de vista democrático, qualquer dessas opções seria legítima. Trata-se de discernir aquilo que seria mais conveniente do ponto de vista pastoral.

Por fim, o quinto capítulo abordará um tema aparentemente menor, mas de grande importância prática: o dinheiro público que a Igreja recebe. A forma de sustentar o clero não é indiferente para a pastoral, nem nunca o foi (…) Serão duas as questões a esclarecer: se um Estado laico deve contribuir para financiar as confissões religiosas e as vantagens e inconvenientes que elas terão se receberem dinheiro público.»

(da Introdução, pelo Autor)

176 págs. PVP: 13,00 euros

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