Fundamentos

A. Marujo, J. Wemans: D. José Policarpo

Captura de ecrã 2014-04-15, às 11.48.56

D. José Policarpo: Uma voz tranquila no palco da democracia

António Marujo, Jorge Wemans. Ed. Paulinas 2014 (orig. 1999), 150 págs. PVP: 10,00 euros

Por ocasião da morte de D. José Policarpo, são agora re-editadas um conjunto de entrevistas ao Cardeal Patriarca, conduzidas pelos jornalistas António Marujo e Jorge Wemans, e publicadas originalmente em 1999 na editora Multinova, sob o título “Igreja e Democracia”. À edição original acresce uma entrevista concedida ao jornal Público em 2006.

A cultura é inevitavelmente dialética

“Podemos também pensar a democracia como um projeto nunca acabado de igualdade, de igual participação na sociedade.

Estas democracias pluralistas, do ponto de vista organizativo do Estado, são, pela primeira vez na história da organização social, formas de sociedade representativas. São, por definição, formas de organização que têm em conta o maior número possível de componentes do ser humano. Isto dá à organização da sociedade uma riqueza e uma complexidade, na qual a cultura surge como componente fundamental e absolutamente essencial do ser humano e de toda a expressão comunitária e social.

A cultura é, assim, o conjunto de expressões da criatividade humana, da realização do espírito humano, quer individualmente, quer em grupo. Estamos talvez ainda muito marcados por uma ideia elitista de cultura, pela tentação de distinguir entre os que estudaram e que sabem e os outros. Não, a cultura é fruto da criatividade. Sempre que um ser humano, porque é artista ou porque sabe escrever, pode dar azo – e a sociedade lho permite – à sua expressão, quer pessoal quer coletiva, está a realizar aquilo de que o seu espírito é capaz, está a gerar cultura, e esta aprofunda-se pelo seu próprio exercício. Não é inevitável que a cultura só se aprofunde pela ciência, pela metodologia científica – esse é um estádio avançado da cultura, mas que pode atingir estádios de anticultura.

A cultura é a expressão da liberdade, e como a liberdade de cada indivíduo é multifacetada e plural, a de muitos indivíduos ainda é muito mais plural. A cultura é essa simbiose, essa síntese, uma harmonia: é sobretudo um fenómeno de harmonia.”

Ler Mais: http://www.snpcultura.org/d_jose_policarpo_uma_voz_tranquila_no_palco_da_democracia.html

Índice

1. O Mundo à beira do novo milénio | 2. Democracia, o poder da legitimidade | 3. Igreja, prática democrática e fundamentalismos | 4. O egoísmo contra o individualismo e a igualdade | 5. Novas solidariedades para responder à crise | 6. 25 de Abril e União Europeia: dois processos positivos | Apêndice: Entrevista

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