“Inclusive a própria Igreja a que pertencemos,em vez de nos proporcionar um espaço para o silêncio,exige-nos que formemos parte de comités,que nos unamos a determinados grupos ou que participemos nas suas múltiplas e maravilhosas actividades”

“Stress ou vazio? Actividade incessante ou fastio? Ainda que no nosso tempo actual ambas as realidades sejam conhecidas, parece-me que é o tema do stress que recebe a maior parte da atenção. Trata-se de um assunto que fascina diariamente os meios de comunicação, de tal modo que se torna impossível abrir uma revista sem descobrir algum comentário sobre o aumento do stress no mundo actual.
Ao acelerar-se o ritmo de vida enfrentamo-nos com pressões a muitos níveis: comunicações cada vez mais velozes exigem respostas instantâneas, a cultura da informações ameaça saturar-nos, a hábil publicidade intenta insidiosamente obrigar-nos ou seduzir-nos para comprarmos certas marcas… E sempre com um rumor de fundo, a mensagem contínua de que devemos ganhar mais e comprar mais. Estamos rodeados de ruído, um constante martelar de sons, ameaças de contaminação, desastres naturais e crises internacionais por toda a parte.
Inclusive a própria Igreja a que pertencemos, em vez de nos proporcionar um espaço para o silêncio, exige-nos que formemos parte de comités, que nos unamos a determinados grupos ou que participemos nas suas múltiplas e maravilhosas actividades.
Cada um de nós poderá elaborar uma extensa lista das diversas formas de pressão que sofremos na nossa vida. Mas há algo mais; o mundo consumista oferece-nos também as soluções: o ginásio, o exercício, o centro de adelgaçamento, além de todo um conjunto de livros simplistas que nos aconselham todo o tipo de técnicas para evitar o stress e para conseguir a calma e a plenitude ansiadas.”
Esther de Waal, “Invitación al Asombro”, Sigueme 2007.
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