Mais um pouco da Poesia de Daniel Faria: um poema com o título «Do Livro dos Actos dos Apóstolos»
«A luz de Damasco é um grito | Para a ovelha que regressa | A luz de Damasco é um tombar de trigo, um cair | Do grão – cega tanto como os olhos | De um homem perseguido quando se volta | Para nós
A luz de Damasco golpeia. É circuncisão | Que abre, limpa, a luz de Damasco | É dura. Da dureza | Das pedras que um mártir junta com as mãos | Com que empedra o caminho para a morte. A luz | De Damasco é esse lume | Da oração de um mártir ao morrer»
Daniel Faria, Poesia
«Ao ouvirem tais palavras, encheram-se intimamente de raiva e rangeram os dentes contra Estêvão. Mas este, cheio do Espírito Santo e de olhos fixos no Céu, viu a glória de Deus e Jesus de pé, à direita de Deus. «Olhai, disse ele, eu vejo o Céu aberto e o Filho do Homem de pé, à direita de Deus.» Eles, então, soltaram um grande grito e taparam os ouvidos; depois, à uma, atiraram-se a ele e, arrastando-o para fora da cidade, começaram a apedrejá-lo. As testemunhas depuseram as capas aos pés de um jovem chamado Saulo. E, enquanto o apedrejavam, Estêvão orava, dizendo: «Senhor Jesus, recebe o meu espírito.» Depois, posto de joelhos, bradou com voz forte: «Senhor, não lhes atribuas este pecado.» Dito isto, adormeceu. Saulo aprovava também essa morte.»
Actos dos Apóstolos 7,54-8,1
(Na imagem: estátua de S. Paulo em Damasco; repare-se que na base está gravado o retrato do apedrejamento de Estevão)
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