Fundamentos

Dois Dedos de Conversa sobre o Dentro das Coisas

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«Dois Dedos de Conversa sobre o Dentro das Coisas:

Um Crente, um Ateu e a Verdade como Provocação»

Bruno Nobre, Pedro Lind |

Prefácios de João Lobo Antunes e Carlos Fiolhais |

ed. Frente e Verso | Braga 2013 | 150 págs. | PVP: 12,00 euros

Hoje, mais do que em qualquer outra época, a alma do Ocidente é objecto de disputa entre crentes religiosos e crentes ateus. Estes parecem levar vantagem, pelo menos do ponto de vista cultural e comunicacional, enquanto aqueles aparecem cada vez mais ocupando as franjas de sociedades nas quais, ainda não há muitas décadas, constituíam a força cultural com maior visibilidade. A par deste fenómeno, outro tem vindo a tomar forma, nos anos mais recentes: o encontro entre crentes religiosos, sobretudo cristãos, e crentes ateus, para confrontar opiniões, sem urgências de proselitismo e sem necessidade de con-vencer o interlocutor. Dois Dedos de Conversa sobre o Dentro das Coisas é um exemplo desta atitude: dois jovens doutorados em Física – um, cristão católico, o outro, ateu – interrogam-se sobre as crenças que os animam e argumentam sobre as diferenças que os separam. Temas como os milagres, a relação de Deus com o mundo, o ser humano como acaso ou como criatura, o sentido da vida, sem ou com Deus… proporcionam ao leitor abundantes motivos para reflexão. Num tempo em que os fundamentalismos – religiosos ou ateus – ocupam, com vantagem sobre as convicções assumidas e respeitadoras da diferença, a atenção dos media, é importante não perder de vista a possibilidade do encontro ou desencontro sereno das convicções. Esta obra permite essa experiência, ajudando a «repensar os grandes temas que sempre preocuparam a humanidade». Com a vantagem de, aos argumentos dos autores, o leitor poder sempre acrescentar os seus, seja qual for o seu ponto de partida.

«Sendo um de nós crente e o outro ateu, decidimos apresentar este manuscrito por três motivos. Em primeiro lugar, porque – num tom que talvez desafie o slogan dos autocarros de Londres – ambos os autores procuram aproveitar a vida, preocupando-se verdadeiramente com várias coisas. Em segundo lugar, porque, embora tendo perspetivas muito díspares, coincidimos, como se verá, em percursos de vida de certa forma paralelos, sobretudo no que se refere à nossa formação. Em terceiro lugar, porque estas não são conversas que se pretendam isentas de confronto. Hoje habituamo-nos facilmente a uma coexistência morna que procura neutralizar perspetivas antagónicas. Encarando a libertação como um fim em si mesmo, tende-se a achar que o melhor é cada um ter a opinião que quiser e sem mais discussões. No entanto, aceitar desinteressadamente que cada um assuma a perspetiva que bem entender não revela verdadeiro interesse na opinião do outro. Nem promove, sequer, a tolerância. Nesta nossa troca de cartas não pretendemos alcançar um consenso nem manter uma neutralidade artificial. Pretendemos, apenas, discutir com frontalidade e honestidade assuntos que interessam a ambos. Sem procurar forçar uma mudança de opinião, sem tentar convencer, mas argumentando o melhor que sabemos e procurando permanecer verdadeiramente atentos à argumentação do outro.» (da Introdução, pelos autores)

Índice de Cartas

1. Religião e ciência, compatíveis? | 2. Ciência e religião, formas distintas de abordar a realidade | 3. O mundo sem milagres | 4. A relação de Deus com o mundo | 5. Creio que não creio | 6. Creio na verdade | 7. O ser humano, um acaso notável | 8. O ser humano, uma criação genial | 9. O sentido da vida sem Deus | 10. A fé cristã, uma boa notícia para o mundo | 11. Critica ao missionarismo | 12. Cristianismo, uma memória fecunda | 13. Para lá do relativismo contemporâneo | 14. O que faz falta?

Veja também:

 

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