Fundamentos

Francisco de Assis nas Fontes

Francisco

Título: Francisco de Assis nas Fontes
Autor: François Delmas-Goyon
Editora: Franciscana
Páginas: 317

A figura de S. Francisco de Assis encontrou uma nova presença na Igreja com o ministério de Papa Francisco, primeiro pela escolha do nome, e mais recentemente pela Encíclica Louvado Sejas. O autor deste livro, François Delmas-Goyon, leigo francês, é professor de teologia e director da publicação regular ‘Cadernos de Espiritualidade Franciscana’. Entre 2010 e 2012, o autor desenvolveu um projecto mensal de divulgação de escritos de S. Francisco, com um breve comentário explicativo do contexto histórico no qual cada escrito surgiu, e com uma conclusão centrada na questão ‘para nós hoje’. Surgem assim 16 textos de S. Francisco comentados que, juntamente com oito estudos, constituem este livro.

O leitor poderá entrar em contacto com episódios da vida de S. Francisco (como o encontro com o leproso), e com alguns dos seus principais escritos, como o Cântico das Criaturas. Desde o princípio que o projecto de fraternidade iniciado por S. Francisco viveu as dificuldades próprias de uma expansão muito rápida (cerca de 6 mil irmãos nas primeiras décadas!), numa época em que a Europa vivia fortes mudanças culturais. O próprio Santo daria o passo decisivo de se afastar da liderança da sua Fraternidade, abrindo espaço a que esta seguisse o seu próprio caminho:

«Quanto a mim, este privilégio quero ter do Senhor: não ter privilégio algum vindo dos homens, a não ser o de a todos reverenciar e, pela obediência à santa regra, mais pelo exemplo do que pela palavra, a todos converter».

Assim, muitos dos seus escritos nascem neste contexto; são cartas ou relatos nos quais S. Francisco apresenta, sem impor, a sua experiência do Evangelho: um projecto de pobreza, em chave laical (S. Francisco nunca terá sido ordenado clérigo), de entrega confiada pelo serviço e pela humildade.

«Dizia o bem-aventurado Francisco que os frades deviam ter mesas humildes e próprias de pobres, que pudessem edificar os homens do mundo; que, se um pobre fosse convidado pelos frades, devia sentar-se à mesa com eles, e não no chão, estando eles nas suas cadeiras…»

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