Acabam de chegar das Edições Colibri. E ambos merecem uma apresentação:
Michel Henry (1922-2002) é um filósofo e romancista francês, e desenvolveu (do pouco que eu sei sobre isto) uma visão original da filosofia, enquanto estudo dos fenómenos de uma vida – a humana – que não deixando de ser limitada, é sempre o fenómeno mais impressionante – a vida enquanto dada, oferecida, que nós não conquistamos nem adquirimos. Neste livro o autor percorre a vida e os ensinamentos de Jesus, procurando descobrir como é possível – através da sua própria experiência de estudo da filosofia da linguagem e do fenómeno – encontrar na humanidade de Jesus a revelação de Deus. Aviso à circulação! – trata-se de um livro de filosofia, óptimo para noites de insónias!
Do que se conhece desta figura, Egéria é uma mulher oriunda da Galiza (que na altura era uma provincia romana que chegava até ao Douro e que tinha a cidade de Braga/Bracara como capital) que, nos anos de 381-384 fez uma peregrinação à Palestina seguindo um movimento nessa época comum de os cristãos – sobretudo os com mais possbilidades económicas – peregrinarem aos lugares onde Jesus viveu. A originalidade de Egéria foi o de ter deixado essa viagem por escrito, num diário. Além da viagem, registou em diário a celebração da Páscoa tal como esta se fazia na Palestina (particularmente em Jerusalém): estando nos próprios lugares em que aconteceu a Páscoa, os cristãos representavam-na, desde a entrada em Jerusalém até à Última Ceia, a Paixão e a visita ao Sepulcro. Este registo que Egéria elaborou seria determinante para o Ocidente conhecer a maneira como a Páscoa se celebrava em Jerusalém, o que estaria na origem do que hoje chamamos a Semana Santa. O livro reproduz o diário de Egéria no texto latino e apresenta uma tradução crítica em português.
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