Na estação de Campanhã, no Porto, enquanto se aguarda pelo comboio para Braga ou para outros Lugares [mal-situados], é possível encontrar os livros de Poesia da Quasi.Um desses livros viajou no comboio até à Fundamentos.
«Não recuses nenhum dos teus limites,
só eles dizem a grandeza do que tens.»
«Creio que o mais egoísta dos homens é aquele que recusa dar aos outros a sua fragilidade e as suas limitações. Quem recusa aos outros a sua pequenez, comete um dos mais infelizes gestos de prepotência. E porque aí se rejeita, aos outros não poderá dar senão o sofrimento da perda. Querendo-se sem falha, será o mais incompleto dos seres.»
«As coisas mais bonitas que tenho escrito não têm interessado grandemente os outros. Certamente é porque não as escrevi bem. Mas é também porque as coisas que escrevo já os outros as descobriram antes de mim. Ora, o poeta justamente, não é o sábio: o que vê mais fundo; nem é o que diz melhor: esse é o músico. O poeta é o que descobre. Isto é, o que vê primeiro.»
Daniel Faria, «O Livro do Joaquim», ed. Quasi, V. N. Famalicão 2007.
Reparei agora que o poeta (1971-1999), morreu com a idade que eu tenho, 28 anos.
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Como poderei adquirir este livro? Muito obrigada.