Fundamentos

A Fé vive de Afeto

O privilégio de o autor ser amigo e leitor da Fundamentos, tendo colaborado, no Caderno do 1º Aniversário (16 livros, 16 testemunhos). Acaba de chegar à Fundamentos; aqui fica o índice e um breve excerto:

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«A Fé vive de afeto:

Variações sobre um tema vital»

José Frazão Correia

ed. Paulinas | Lisboa 2013 | 126 págs. | PVP: 9,90 euros

«A fé que vive de afeto é, pois, a linha que cose os textos deste texto. Como um tema musical, motiva o exercício criativo, quase lúdico, de umas tantas variações. Na forma de livro, o conjunto dos andamentos assume uma identidade sinfónica, sugerindo a leitura progressiva do início ao fim. Vai da graça e do custo da existência como a vocação humana mais elementar e o espaço vital no qual se inscreve o exercício, feliz e dramático, da liberdade, para chegar à graça do encontro, a força e a forma da confiança realizada como experiência de mútuo reconhecimento. Entretanto, o movimento passará pela fé-que-salva-a-vida-no-afeto-de-Jesus, dom frágil como qualquer dom que só o é quando alguém o reconhece como tal e, livremente, o acolhe, e pela fé-que-no-Espírito-testemunha-o-afeto-do-Pai, fazendo seu o estilo de vida de Jesus em favor de outros, inimigos incluídos – reconhece nos ritmos e nos lugares da nossa humanidade a custódia na qual o Santíssimo se nos expõe e nos implica. Porém, dado que cada uma das partes nasceu em ocasiões diferentes (reelaboram-se, aqui, textos não inéditos), poderá ser lida de forma autónoma, já que conserva a sua fisionomia de solista-intérprete do tema comum».

«Quando o vazio e a ausência desenham e nos restituem outras formas de presença de Deus, olhemos, pois, para Jesus, a história mais conseguida de uma vida humana. Deixemo-nos tocar pelo estilo da sua presença e pela qualidade das suas relações. Vejamos como toca e se deixa tocar, como se aproxima e se afasta, como acolhe e como contesta, como toma a palavra e como faz silêncio. Reparemos como nasce, como vive e como morre, e como, pela autenticidade da sua vida, testemunha que a nossa vida é a maior bênção com a qual Deus nos assinala desde a criação do mundo. Experimentemos como está no mundo e como o sente. Vejamos, pois, o que faz e como faz. Ouçamos o que diz, mas prestemos também atenção ao modo como diz e ao timbre da sua voz. Reconheceremos que é fazendo assim, entre nós e connosco, que Jesus de Nazaré diz Deus…» (pág. 105)
Índice

1. Motivo | 2. «Onde estás?» A graça e o custo da existência | 3. A liberdade, entre a ferida que a afeta e o afeto que a move | 4. A fé que salva a vida no afeto de Jesus | 5. Como a vida, dom frágil é a fé | 6. Dar corpo ao estilo de Jesus | 7. A-Deus, Santíssimo exposto | 8. Epílogo

Veja também

Obras de José Frazão Correia | Espiritualidade | Edições Paulinas

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4 Comments

  1. […] «A história de Jesus seria coisa pouca se fosse tomada como simples ocasião externa, meramente instrumental e, finalmente, marginal, para a comunicação de uma verdade eterna, sem tempo nem lugar. Uma vez sabida a verdade, a história poderia ser esquecida. O conteúdo dispensaria a forma – seria uma pureza teórica da mente (espírito, ilumincação, interioridade) que dispensaria o envolvimento dos sentidos (corpo, paixão, exterioridade). O logos seria questão da mente, não da audição e da sonoridade, nem da visão e da gestualidade e, contrariamente à Primeira Carta de S. João, quando se refere ‘ao que as nossas mãos tocaram’ (1,1e), ainda menos, do toque e do con-tacto/tato. Porém, “Deus não fala ao homem com discursos eloquentes, mas é um corpo que fala ao homem com amor gratuito” (Bonaccorso 2006). O que Deus diz de si e de nós na carne do Verbo não é separável do modo efetivo como se (nos) dá na história de Jesus. O conteúdo da sua revelação não é dissociável da forma de um corpo, do estilo de uma vida. É assim que Deus manifesta a sua santidade. Sem limites, apresenta-se, enquanto se representa na configuração de um corpo. Mostra-se e diz-se, enquanto se dá numa determinada forma histórica e corpórea. Por isso, a história de liberdade que é Jesus resiste a ser reduzida a um mero pretexto para a instrução formal do cânone dogmático. O caráter afetivo e efetivo da vida de Jesus, presença audível, visível, tangível e apreciável do Filho de Deus na nossa história corpórea (1Jo 1,1-4) que é sempre feita de nascimento e de aprendizagem, de desejo e desencontro, de necessidades e de celebração, de trabalho e de festa, de laços afetivos e de luto, de cansaço e de morte, além de nos revelar um “Deus puro que não tem medo de sujar as mãos”. José Frazão Correia, «A Fé vive de Afeto», Lisboa 2013 […]

  2. […] José Frazão Correia, «A Fé Vive de Afeto», Lisboa 2013 […]

  3. joana dias
    Maio 14, 2013

    este autor promete… grande livro
    joana dias

    • Fundamentos
      Maio 15, 2013

      Sem dúvida Joana, numa linguagem original, que nos ajuda a «dar um passo» na nossa caminhada de fé.

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